quinta-feira, 7 de abril de 2011

Um dia de merda.

As duas ultimas semanas foram extremamente produtivas como a tempos não era. Problemas foram resolvidos, decisões foram tomadas, muita coisa foi acertada durante a semana passada. Esta semana seguiu o mesmo rumo, vários problemas no trabalho foram resolvidos, idéias surgiram e as coisas fluiram com tranquilidade.

Até hoje.

Hoje, um dia que era para ser promissor, do qual eu finalizaria todos os trabalhos em Santa Catarina foi um dos piores dias que eu tive em, sei lá, anos? Pode ser! O ultimo dia ruim que tive assim foi quando tomei o primeiro pé na bunda (sim, primeiro pois foram duas vezes) da minha ex. Levar um pé na bunda não é algo fácil, a não ser que você esteja pouco se fodendo pra pessoa, mas enfim...
O dia foi um lixo! O LIXO! Não levei pé na bunda, até porque não tenho nada com niguém. O dia simplesmente começou com uma linda "embuchada" na traseira do meu automóvel.
Não é possível que alguém tenha tanta má sorte como eu tenho. Alias, não é possível alguem ter tanta má sorte assim. Porque diabos as coisas precisam cagar em proporções Homéricas comigo? Eu não bato em ninguém, eu não roubo ninguém, eu não engano ninguém... Eu não faço porra nenhuma de errado!
Qual é o critério que esse pseudo-deus que brinca com nossas vidas feito criança com Playmobil no fogo utiliza para nos fornecer uma bela ré na vida? Qual é o problema em me ver feliz com o trabalho, com as pessoas, com a vida em geral, hein seu filho de uma chocadeira?

Hoje bateram no meu carro. Isso mesmo amigos. "Embucharam" a traseira do meu carro e não contente em bater no meu carro, o irresponsável (falava ao telefone enquanto dirigia) que bateu no carro estava embarcado numa enorme L200. Sério, eu to cansado de ter essas merdas de carros e sempre ter um filho duma puta pra demolir a porra do carro. Eu vou consertar essa bosta, vender e comprar uma moto. Quem sabe assim não batem em mim ou se baterem eu morro logo e aí acabam-se todas as preocupações.

E ninguém vem com filosofia de auto-ajuda pra cima de mim que eu vou mandar tomar cú.

Que se foda todo mundo também.

Eu to muito puto pra escrever, porque a vontade que eu tenho é de estar espancando alguém no momento.

Sem mais.

sábado, 12 de março de 2011

Que baile, que nada!

Que baile, que nada!

Quero mesmo é pegar estrada escutando boa música, na companhia de uma bela garota que não esteja nem aí para que os outros dizem!


Quero noite enlouquecida num inferninho Curitibano com gente mais enlouquecida ainda e nascer do sol em Florianópolis com meus cachorros e aquela gata enrolada num cobertor. Só o cobertor.

Quero beber bourbon, abraçado com uns amigos e umas lindas, de olhos fechados, um braço pro alto (o do copo) e berrando cantando Light my fire.

Baile? Baile nada!

No dia do meu baile quero estar a quilometros de distância, conhecendo gente nova, curtindo novas loucuras, esperando um novo nascer de sol pra ir pra casa e depois ligar pros amigos contando a noite louca que tive.

Em noite baile eu posso sair por aí com a minha Harley Davidson, navegar por esse mar de estradas, cruzando faróis e mais faróis sem me preocupar com o destino e chegando lá fumarei o mais fino charuto Cubano que levo no bolso do meu casaco.

Tanta coisa que eu poderia fazer num dia de baile. Eu mesmo poderia dar um "baile" em todos e não ir ao baile, que tal?

Não.

Por mais que eu queira estar naquela baladinha alternativa com aquela gata que eu tô afim ou curtindo uma estrada rumo ao nascer do sol mais lindo que eu conheço, hoje é dia de baile. Baile de um dos amigos mais fodôes que tenho, daqueles de dar orgulho de ter. Hoje eu não faço nada do que eu gostaria, porque hoje é dever estar na comemoração de uma das maiores vitórias da vida do meu amigo Ronan Renan.

Sucesso meu brother! Mais um engenheiro mecânico pra complicar nossa vida com mais automóveis nas ruas.

Amanhã ou depois, eu faço tudo isso que eu tenho vontade.


Abs.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Saudade

Sorrisos. Beijos. Olhares. Toques. Carinhos. Suspiros. Abraços. Cheiros. Promessas. Chôros. Pele. 

Nada melhor que palavras aleatórias para descrever o sentimento de saudade que sinto hoje.
Mas vai ser só por hoje.
Abraços.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eu ainda acredito.

Agora a pouco eu estava caminhando na rua, perto do trabalho e cruzei por uma pessoa que sorria com uma vontade invejável. Eu sorri também. Se bobear segui o restante do trajeto sorrindo.
É verdade que sorrisos/risadas são contagiantes? Dizem que sim, talvez até seja por isso que eu sorri.

Sorrindo eu comecei a pensar em como eu fico feliz quando as pessoas ao meu redor estão felizes. Não lembro de ter percebido isso algum dia, mas percebi hoje. Obviamente existem dias que estão tão dificeis que fica dificil estar feliz com a felicidade alheia, mas acontece também.

Mas, porque ficar feliz com a felicidade alheia?

Acho que muita pouca gente já se fez esta pergunta, pois eu não acredito que seja uma maioria que sinta-se bem com a felicidade alheia. Acho que a maioria das pessoas hoje estão mais preocupadas somente com elas mesmas ou no máximo uma ou outra pessoa a mais, mas sentir-se bem com a felicidade alheia deve ser para poucos. Rola perceber isso no trânsito, por exemplo. No trânsito você só encontra gente sisuda ou com vidros fechados. Não há troca de olhares ou sorrisos e eu nem estou sugerindo um flerte comunitário. Estão todos preocupados somente com o indivíduo e não com o grupo.

Eu fico feliz quando as pessoas que eu gosto se dão bem. Quando um amigo descola um emprego legal ou uma amiga está feliz com o namorado. Me importo mais com este tipo de informação do que se a pessoa tem um cartão de crédito ilimitado que a faz feliz ou se o carro do amigo é um lindo esportivo. Eu me importo mais com o que eu posso aprender com a pessoa ou com o que ela pode me proporcionar de bom, não com sua gorda conta bancária ou seu belo bólido esportivo. Hoje a maioria das pessoas valoriza muito mais um status social do que um estado de espírito.

O fato é que eu ainda acredito nas pessoas, por mais maldosas que elas possam ser um dia comigo ou com qualquer outro, acredito. Se eu não acreditasse, o que seria de mim? Estaria sozinho, por aí, né? Deve ser por isso que tem tanta gente sozinha pelo mundo.

Ok, tá soando muito "Amelie Poulain + Poliana" isso né? Mas de qualquer forma, não deixe de sorrir pra mim, quem sabe assim eu sorria também e em troca lhe pague uma cerveja ou lhe dê um abraço quando mais precisar, não é mesmo?


Abraços pros amigos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O que temos para 2011?

2010 não foi nada fácil. Mas que graça teria se tivesse sido, hein? Ok, teria tido sua graça sim, afinal ficar na pancadaria um ano inteiro não é fácil, nem para os mais fortes.

Penso que 2010 foi um ano muito produtivo de diversas formas. Financeira, quanto "cerumano" e talz. Afetiva não, mas essa eu já nem ligo mais também, até porque chega uma hora que cansa ficar superando coisas né, então se é mais fácil ficar avulso do que amar, pra que ficar sofrendo. Tá, fui cruel e babaca, mas essa é uma área desconfortável para mim, entendam.
O que tivemos em 2010? Tivemos bons meses de fartura na lujinha, tivemos mudanças, tivemos noitadas, viagens e amores relampagos. Tivemos fim de relacionamentos e começo de outros. Conhecemos pessoas, fizemos novos amigos e fomos a novos lugares. Aprendemos a gastar menos também. Nem todos aprenderam, mas eu aprendi. Até promessa tivemos, cumprida com louvor, após quase seis meses sem beber um refrigerante sequer. Tivemos também promessas quebradas, como estudar, praticar esportes, visitar as pessoas distantes.
Tivemos muitas coisas cumpridas e não cumpridas em 2010, isso me faz acreditar que foi um ano bem produtivo, por mais que certas dificultadades tenham pesado demais. Eu digo "tivemos" porque nada do que eu fiz, foi feito sozinho e sim, quase sempre com a participação ativa de alguns dos meus melhores amigos.

E o que vamos ter para 2011?

Bom, não faço a menor idéia do que teremos para 2011. Tá certo que algumas coisas eu tenho certeza. Trabalho teremos de sobra em 2011, pelo menos até um de nós ganhar na Mega ou inventar um inovador produto do qual ninguém no planeta se imagine sem.
Espero que todos tenhamos muita saúde para buscar cada vez mais nossos objetivos. Que tenhamos paciência com os chatos e as pedras do caminho e sem essa de construir castelo com elas, até porque o IPTU de um castelo deve ser altíssimo e ninguém tá afim de gastar com impostos ainda mais caros. Torço para os meus que já amam alguém os ame ainda mais e firmem cada vez mais esse compromisso com seu amado. Claro que eu também quero amar e ser amado, por mais que eu reclame disso e seja quase cético em relação ao amor, pelo menos comigo eu tenho quase certeza que não existe, mas não esqueçam que o médico disse para não me contrariar. Desejo que todos nós viajemos mais e visitemos mais os que amamos e estão longe. Que conheçamos mais pessoas legais para fazerem parte de nossas vidas. E todas estas coisas que são bobas para se falar sempre, mas no comecinho do ano vale.

Não façamos promessas impossíveis do tipo começar um regime na segunda-feira, isso não existe. Comece o regime na quinta-feira, porque não?
Em 2011 eu quero mais estudo, mais trabalho, mais amor, mais conhecimento, mas dinheiro e mais tranquilidade. Que não seja um ano de superações, afinal superar coisas é algo que se for muito seguido, cansa pra caralho.
Vamos conversar mais, rir mais, nos divertir mais. Vamos beber nossa cervejinha no final de semana com a sensação de que os objetivos da semana foram cumpridos e cada dia vivido de cada vez.

E vamos fazer este ano ser ótimo, até porque em 2012 será o fim da humanidade e talz... Hahahahaha... brinks galero... Só vai ser o fim dos funkeiros e sertanejos universitários... Hahahahaha...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sonho de liberdade.

Lá estava ele atrás de uma pilha de formulários, contratos e mais um monte de coisas que talvez nem ele saberia explicar, tudo entulhando a sua mesa, espremida entre biombos, com pessoas por todos os lados, uns afoitos e outros simplesmente jogando paciência. Estava lá, com o seu dia igual aos outros, desistindo de se perguntar o que fazia alí pois já tinha se conformado.

Então ele resolve olhar para a tela do computador pela falta do que fazer (na verdade pelo excesso, mas não do que ele gostaria de estar fazendo) resolveu abrir seu Facebook, já que não o fazia a meses por conta do seu esconderijo entre montanhas de documentos. Ficou observando, como as pessoas socializavam por ali com tamanha intensidade que talvez jamais conseguiria acompanhar e entre cliques observa gente reclamando a falta de homem, gente reclamando a falta de mulher, gente feliz, gente triste, gente com carro novo, gente doando cachorro, gente de todos os tipos. Obviamente ele observara além dos amigos os desconhecidos também. Depois continuou a sua "web-vida", pesquisando as coisas que as pessoas falavam umas as outras, as coisas que as pessoas diziam que viviam por aí, saídas, viagens, amores, encantos e desencantos.

De tanto observar percebeu que vivia trancado em uma enorme sala de escritório, amarrado numa mesa abarrotada de papeis que para ele eram inúteis, resolvendo a vida de desconhecidos. Além desta monotonia toda, começou a pensar em tudo que poderia fazer longe daquale lugar, viagens que deixou de fazer, noitadas e bebedeiras perdidas, novas amizades de deixou de fazer, aventuras e amores perdidos. Tudo porque estava alí, plantado tal como uma, sei lá, samambaia, que precisa de um xaxim para sobreviver. Percebendo isso, perguntou-se o que fazia ali, para ele mesmo e como resposta só encontrou vazio mesmo sabendo que fora daquele lugar existia vida, tanto fora daquele maldito escritório, quanto fora da internet. Aquelas coisas repetidas só o cansaram ao passar dos anos. Tudo o que tinha vivido durante a adolescência, a faculdade morreu quando ele largou tudo o que gostava para se tornar "alguém" na vida. Percebeu que tinha cometido uma grande crueldade com a sua "vida cheia de vida" quando tornou-se "alguém" e deixou para trás tudo o que de mais importante tinha construído, as amizades, o conhecimento das coisas novas e seus grandes amores.

Depois de pensar tudo isso, depois de passar todo o filme, ele afroxou sua gravata verde, desabotoou sua camisa xadreza, levantou-se e seguiu para o elevador e quase chegando lá surge uma baixinha, morena, de peitos grandes e olhar cansado, talvez o cansaço não fosse por trabalhar demais mas isso não vem ao caso. Ela o fitou e seus olhos cansados transformaram-se em grandes bolas de fogo e com muita raiva ela o perguntou o que ele fazia fora de sua mesa. Com sorriso no rosto e nos olhos ele respondeu:


Buscar mais alguns formulários, chefe.